Torcida na platéia: Nada vai nos separar

Postado por mário

Ontem, sexta-feira, dia 21 de agosto estreou o filme: Nada vai nos separar – Os cem anos do S. C. Internacional. Tive a sorte e o prazer de ver na pré-estréia (mais sorte ainda de sentar atrás do Valdomiro).
Fui bem recomendado para levar lenços para as lágrimas. Não levei e nem foi necessário, eu me seguro (mas se você é do tipo que chora em casamentos, filme de animais e propaganda de margarina leve, uma toalha de banho), porém meu coração parecia num eletrocardiograma de esforço. Colorados cardíacos devem evitar o filme.

Basicamente temos a história sucinta do time, na boca de historiadores e depois de torcedores e jogadores que marcaram época. Entremeado, é claro, nos gols e momentos decisivos. Simples, mas a genialidade foi em como juntar tudo isso. A quantidade de informação é extraordinária, é um primor de montagem. São inúmeros planos e o espectador não se perde, o filme vai deixando esperas para reatá-as logo em seguida. O acerto está no equilíbrio, na concepção de clube que a equipe que fez o filme tem, ou seja, mostrou a história da interação do clube e do time com a sua torcida. É a história de uma paixão centenária, o resto é decorrência.

Você já tentou escutar um desses discos que são um apanhado dos clássicos mais famosos, uma espécie de pizza 24 sabores de música só com o recorte dos allegros de cada peça. É um saco! A música sem os andantes e os adágios não funciona. O Fischer, o roteirista, sabe que nada seria mais enjoado e raso do que uma coleção ufanista de gols, por isso as conquistas e os gols estão no contexto do momento. Eles não nos pouparam dos momentos duros do time, da década perdida (anos 90), das grandes derrotas, mas só nos recordam para preparar o clima, para revivermos os últimos títulos praticamente com a emoção engasgada que estávamos naquele momento.

Mas a comparação do filme com uma sinfonia não é por acaso, as músicas escolhidas, o hino tocado em vários arranjos, de diversas formas, ajuda na construção do clima. Dois dias depois e a trilha sonora não me sai da cabeça.
Vá com a bandeira, a emoção é de fim de campeonato.

Postado nos blogs Rolo Compressor e Terra do Nunca em agosto de 2009

19/08/09 |
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